segunda-feira, julho 22

Nós tentamos agir como se nada tivesse mudado, como se você não tivesse me cravado um punhal pelas costas. Tentamos nos amar como nos amamos ontem, e nos odiar da mesma forma. Mas a tentativa, pelo menos para mim, é frustrada. Meu coração ainda é seu, mas a minha mente... Ah, a minha mente! A minha mente tem uma aversão incrível a você. Minha mente te odeia. Odeia-te tanto que por alguns segundos, meu corpo inteiro tenta te odiar. Mas ai vem meu coração, com aquelas batidas aceleradas e transformando todo aquele ódio em um amor tão grande que quase convence minha mente. Quase. Vivo em um quase, ou melhor, quase vivo. Você me deixou assim, sem inicio, meio e fim. Quase te odeio quase te amo e depois quase te odeio de novo. 



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